Palavras que eu não posso dizer

Não tem nada mais bacana que a gente olhar pra trás e se dar conta de que tudo o que fez, fez com o coração transbordando de amor e que faria tudo de novo. E mesmo a gente estando longe, mesmo que doa, eu fico feliz em saber que eu sou coerente e que fiz tudo por amor (e com amor). Fui real, fui inteira. E o tempo passa, vão caindo algumas fichas. Será que pra você também cai? Às vezes a gente acha que não tem nada a ver com alguém, ficava acreditando que talvez você estivesse certo e nós realmente não tenhamos nada a ver um com o outro, até passar por uma ou outra situação e me lembrar de que já tinha acontecido com você junto comigo e você me entendia como ninguém. Aí eu comecei a tentar prestar atenção em outros caras, rolou uma puta atração física por vários deles… mas os dias vão passando e o que faz mais falta é uma conexão que eu só tinha com você. Será que você também sente isso? E nada do que eu pensar vai apagar o fato de que você foi muito bizarro, muito radical, muito injusto comigo, com nosso relacionamento de 7 anos que não resistiu aos seus novos amigos, às suas novas ideias, seus novos sonhos com os quais eu não concordava muito. Pareceu ser muito fácil o ajuste que você fez me tirando da sua vida, desmanchando um casamento, se interessando por outras meninas, colecionando várias delas no seu Facebook. Isso não vai mudar. Mas – o tempo foi me dizendo isso – eu também não sei se o meu amor vai mudar. Eu sinceramente gostaria que mudasse, mas não é tão fácil assim. O amor a gente não escolhe, a gente sente. Eu te vejo – quando a gente precisa se ver – e vejo um cara tentando lidar com seus problemas, assim como eu; uma pessoa solitária, assim como eu; um ser humano frágil, assim como eu. Continuo vendo tristeza no fundo dos seus olhos, sinto uma vontade imensa de arrancar ela pra fora. Um certo incômodo quando me vê – não sei o fundo deste incômodo, mas sinto que existe. A vontade que eu tenho é de pegar suas mãos, de sentar ao seu lado, de te dar um beijo no rosto, te chamar de potato. Você criou um enorme distanciamento entre nós e esta semana eu percebi algo terrível. Eu não perdi só meu marido. Eu perdi o meu melhor amigo. alguém com quem eu me sentia confortável, em casa, tranquila, serena. Peço a Deus que te faça, um dia (e à tempo) retornar para onde você é querido e amado. E também peço a Ele que me dê um sinal se por acaso eu preciso desistir, porque desistir é algo que não aprendi a fazer. Eu não passei 33 anos na igreja pra jogar a toalha. O que eu aprendi teve base em todas as curas e restaurações que eu já vi, em todos os perdões que foram pedidos e foram dados. No que eu aprendi a chamar de sagrado. Acredito, com muita fé, que é só uma questão de tempo.

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